Enxaqueca sem remédio

A Politec Saúde trouxe para a 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum, o Cefaly, um aparelho neuromodulador que emite ondas eletromagnéticas de baixa frequência estimulando o nervo trigêmio. O produto, utilizado algumas vezes no dia pode ser eficaz no tratamento da dor de cabeça.

A Hospitalar Feira + Fórum 2017 acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, de 16 a 19/05. Acompanhe a cobertura da TV Doutor.

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O futuro da saúde na visão dos estudantes de engenharia

Engana-se quem pensa que apenas inovações já disponíveis para o mercado integram a 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum. O futuro do segmento de saúde pode ser visto no stand “Estação de Inovação Tecnológica”, feito pela união entre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz e a FIAP, um dos centros de de excelência de formação nas áreas de computação e engenharia do país.

Nesse espaço, que tem os olhos voltados ao futuro da área de saúde, o visitante encontra projetos desenvolvidos pelos alunos de engenharia mecatrônica e da computação sob a tutela de mentores da Faculdade de Educação em Ciências da Saúde (FECS) e o Instituto de Educação e Ciências da Saúde (IECS).

“A ideia foi envolver estudantes em projetos que tivessem alguma finalidade para a área da saúde”, explica o professor doutor Jefferson Gomes Fernandes, superintendente de educação e ciências do Hospital Oswaldo Cruz.

O skate utilizado como demonstração do Mind Power, o controle de objetos pela mente

O skate utilizado como demonstração do Mind Power, o controle de objetos pela mente

Entre os projetos criados estão o Mind Power, que faz uso do NeuroSky, gadget que faz a leitura de ondas cerebrais para o controle de dispositivos motores, como cadeiras de rodas e exoesqueletos, que podem, no futuro, melhorar a qualidade de vida de pessoas com limitações de movimentos.

“Aqui demonstramos o funcionamento com o skate. Mas os alunos começaram a usar a criatividade, aplicando a tecnologia para mover uma cadeira de rodas, a cabeceira de um leito de hospital”, comenta Fernandes.

Ainda nessa linha foi desenvolvida a Myo, uma pulseira que detecta a carga elétrica dos músculos e, através disso, programa ações, promete ter lugar de destaque no futuro.

Outra inovação está no uso de óculos de realidade aumentada, que permitem, por exemplo, que um cirurgião acesse um prontuário ao mesmo tempo em que executa uma operação, ou, no caso da realidade virtual, ajudar um paciente a tratar fobias em ambientes seguros.

A pulseira Myo em ação: a carga elétrica dos músculos promovendo ações virtuais

A pulseira Myo em ação: a carga elétrica dos músculos promovendo ações virtuais

“A realidade virtual pode trabalhar ansiedades como a de quem tem medo de viajar em aviões. É possível simular um voo e, ao mesmo tempo, fazer sessões de relaxamento para fazê-la associar a calma num momento de enfrentar a situação real”, conta o mentor.

“É um processo de construção bacana, pois coloca o aluno num mundo real, associando-os a empresas de saúde, para pensarem em soluções úteis para pessoas. Ele não fica preso na sala de aula. Já se projeta no futuro como um profissional da área”.

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Educação e treinamento: medidas de prevenção a sepse em hospitais

A sepse foi o primeiro assunto debatido durante o painel “Melhores práticas: análise do impacto para qualidade e segurança do paciente”, parte do 40º Congresso Brasileiro de Administração Hospitalar e Gestão em Saúde, organizado pela Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH) dentro da feira Hospitalar 2017.

Apontada como uma das principais causas de internação hospitalar, a doença, também conhecida como infecção generalizada, tem um desfecho trágico quando não detectada pelo corpo médico em tempo hábil: a morte do paciente.

De acordo com dados expostos pelo palestrante Bruno Franco Mazza, presidente da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (SOPATI), a sepse mata tanto quanto o infarto e mais que o câncer de mama – o que torna ainda mais relevante sua prevenção.

Bruno Franco Mazza, presidente da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (SOPATI), em palestra na 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum

Bruno Franco Mazza, presidente da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (SOPATI), em palestra na 24ª edição da Hospitalar

A doença tem 30% de incidência nas UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) brasileiras e mais de 50% de letalidade. E uma das melhores formas de mudar essa quadro é o estabelecimento de ações que reduzem o tempo de internação dos pacientes.

“O primeiro passo é entender a sepse não como uma doença do pronto-socorro ou da UTI, mas como uma doença que precisa ser tratada como todas as outras”, afirmou Mazza. “E a maneira mais eficaz de fazer isso não está na troca de aparelhagem ou adoção de novas tecnologias, mas no investimento em programas educacionais e mudanças de processos”.

Cruzando dados de 48 estudos nacionais e internacionais, que juntos avaliam mais de 43 mil pacientes, o palestrante concluiu que a diminuição de dias do paciente na UTI reduz a taxa de mortalidade por sepse e salva vidas.


“Ao conscientizar as equipes médicas e de enfermagem sobre a importância do reconhecimento precoce e a adoção de mudanças de fluxo, baixamos as horas de internação e, dessa forma, reduzimos não apenas a mortalidade, mas também os gastos com medicamentos – uma situação em que todos saem ganhando”, explicou.

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APP gratuito facilita prescrições médicas

Quantas vezes pacientes e até farmacêuticos encontram dúvidas na leitura de prescrições médicas? De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), 3 a cada 4 receitas escritas a mão possuem chances de erro.

Com isso em mente surgiu a Memed, uma startup brasileira que apresenta a médicos e pacientes um facilitador: a prescrição digital por aplicativo de celular, internet e prontuário.

O funcionamento é simples. Após cadastrar-se, o médico consegue enviar por SMS e e-mail uma cópia digital da receita, oferecendo praticidade e clareza – além de permitir que o paciente confira, imediatamente, os valores do medicamento nas principais farmácias.

Ricardo Moraes, CEO da Memed, durante a 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum. Crédito: Divulgação/Gustavo Scatena

Ricardo Moraes, CEO da Memed, durante a 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum. Crédito: Divulgação/Gustavo Scatena

“A ideia desde o começo era criar uma solução de prescrição digital no Brasil. Ajudar os médicos de uma maneira muito mais fácil, rápida e segura”, explica Ricardo Moraes, CEO da Memed. “O paciente não precisa baixar o aplicativo. Ele recebe a prescrição por SMS com um código e abre direto no celular. Lá estão os dados do médico e o nome do medicamento, como ele deve tomar, se é genérico ou não… Ele pode inclusive clicar para calcular na hora os preços dos remédios nas farmácias”.

Atualmente o Memed possui mais de 40 mil médicos cadastrados no Brasil e um banco com mais de 30 mil remédios atualizados em tempo real, onde entra mudanças de bulas, embalagens e entradas e saídas de medicamentos do mercado.


“O próximo passo é investir na prescrição digital para enfermagem, dentro de hospitais, que é um outro modelo. E também incluir a assinatura digital, que vai permitir a utilização das prescrições digitais para medicamentos controlados, que o APP não faz ainda”, relata Moares.

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Editor fala à TV Doutor sobre a revista Observatório 2017

Durante o lançamento da 9ª edição da Observatório Anahp 2017, que aconteceu na última terça (16), na Hospitalar Feira + Fórum 2017, o editor e médico Ary Ribeiro conversou a com equipe da TV Doutor sobre a importância da publicação para o segmento médico.

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Fatos sobre a administração de redes hospitalares

Visando um entendimento maior em prol da consolidação do setor de saúde privada, o 40º Congresso Brasileiro de Administração Hospitalar e Gestão em Saúde, organizado pela Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH) dentro da feira Hospitalar 2017, organizou o painel “Experiência e desafios das interfaces público-privadas e a construção de redes”.

Nele, profissionais da área puderam compartilhar suas experiências no gerenciamento de grandes conglomerados da área de saúde, caso do palestrante José Roberto Guersola, diretor da Rede D’Or São Luiz, que conta atualmente com 34 hospitais espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Distrito Federal – o que compreende 5 mil leitos e uma receita prevista na grandeza de R$ 9 bilhões.

De acordo com ele, o sucesso de uma rede hospitalar depende de três fatores importantes: excelência técnica, excelência de atendimento e eficiência de custos. E nenhuma pode ficar acima das outras.

“Não adianta você investir na qualidade técnica do corpo médico e em equipamentos de ponta se a enfermeira bater a porta do quarto ao entrar e sequer der bom dia aos presentes. O paciente não consegue avaliar a parte técnica do atendimento, mas sabe exatamente se foi bem ou mal acolhido”, explica Guersola.

José Roberto Guersola, diretor da Rede D'Or São Luiz, durante palestra na Hospitalar Feira + Fórum 2017

José Roberto Guersola, diretor da Rede D’Or São Luiz, durante palestra na Hospitalar Feira + Fórum 2017

Por conta disso, a Rede D’Or São Luiz “importa” processos da estrutura hoteleira para atender bem seus clientes. “É preciso treinar não apenas as atendentes e enfermeiras, mas também o corpo médico – o que é, em muitos casos, mais difícil ainda”, ressalta.

Outro ponto importante para o sucesso da rede é domínio de custos, o que envolve o controle absoluto da cadeia de suprimentos. “Em nossos hospitais tudo tramita por leitura de códigos de barras, o que nos permite evitar o desperdício de material”, diz o diretor.

Por conta do alto volume de compras, a rede hospitalar consegue negociar diretamente com as fábricas, evitando passar pelas mãos de fornecedores, o que confere a ela uma capacidade maior de negociação.

“Diferentemente de um hospital único, ao fazer compras para a rede acabamos acertando volumes mensais com fábricas de medicamentos, o que nos impede de sofrer com a falta de remédios e permite a estocagem fora dos hospitais – liberando assim um espaço para mais quinze leitos, que antes pertencia ao almoxarifado”, encerra.

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Especialista fala à TV Doutor sobre precaução de danos causados pela variabilidade de diagnósticos

Como pode um hospital se precaver dos danos causados pela variabilidade de diagnósticos médicos? Esse foi o principal alicerce da palestra “Como tornar seu prontuário eletrônico inteligente”, realizada pela médica e PHD em neurociência Ximena Alvira, da Elsevier, no fórum HIMMS@Hospitalar.

Durante sua fala, a executiva demonstrou como a tecnologia pode auxiliar médicos e melhorar a experiência de pacientes por meio de Soluções de Apoio a Decisão Clínica. Com o auxílio de informações disponíveis em aparelhos eletrônicos, o profissional encontra suporte para tomar suas decisões de forma mais assertiva.

Em conversa com a equipe da TV Doutor Ximena disse que, diferentemente do que pode parecer num primeiro momento, o uso de informações que auxiliem o médico durante um diagnóstico permite ao clínico dedicar-se melhor à sua relação com o paciente.

A médica e PHD em neurociência Ximena Alvira durante sua palestra na 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum

A médica e PHD em neurociência Ximena Alvira durante sua palestra na 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum

“Quando um médico tem dúvidas sobre um diagnóstico ele tende a distanciar-se do paciente, para evitar que essa vulnerabilidade seja sentida. Mas quando ele sabe que o hospital, a organização para qual trabalha, fornece o suporte adequado, ele sente-se seguro e mais próximo do paciente”, explica ela.

Com base em experiências utilizadas em hospitais na Espanha e Colômbia, a especialista ressaltou que o uso da tecnologia não visa padronizar, num mal sentido, o atendimento hospitalar, mas sim auxiliar o médico para que ele não perca nada importante e não faça nada errado ou até perigoso.

“Os profissionais sabem que a cada dois minutos surgem publicações novas que podem auxiliá-lo – e ficam preocupados, pois entendem que é impossível manter-se atualizado. Por isso a importância em estar bem amparado”, defende Ximena.

“Uma coisa não compete com a outra. Estar informado e amparado pela tecnologia não deve restringir a flexibilidade do trabalho do médico. Clinicar não é apenas saber coisas, muito vem de dentro do profissional, de sua experiência e intuição. A tecnologia está aí para reduzir a variabilidade, prevenir erros, e não fazer com que todos façam a mesma coisa”.

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A segurança do medicamento dentro do hospital

Tão precioso quanto o diagnóstico médico é a garantia de que o medicamento certo chegue ao paciente correto na dose certa. O que, para hospitais de grande porte, pode representar um enorme desafio.

Com tradição em automação de processos, a SINTECO trouxe para a 24ª edição da Hospitalar Feira + Fórum a Calypso Easy, uma unitarizadora de medicamentos voltada para a segurança e controle de remédios em hospitais com mais de cem leitos.

Utilizando como base das embalagens um único insumo, que pode ser adaptado para pacotes menores, que contenham comprimidos e cápsulas, ou maiores, para seringas, o equipamento permite ao hospital saber exatamente o que o paciente está tomando e qual a dose.

Seringa embalada pela Calypso Easy e embalagem com os dados que permitem o controle e rastreamento

Seringa embalada pela Calypso Easy e embalagem com os dados que permitem o controle e rastreamento


“Ela traz uma segurança de processo e uma praticidade desenvolvida na Europa há muitos anos”, explica José Renato Marcuci, responsável por vendas da SINTECO. “Trata-se de um equipamento com barreiras de segurança, garantindo que o medicamento seja embalado corretamente e impedindo que sejam feitas embalagens vazias ou com mais de um remédio”.

Antes de adquirir o maquinário, o hospital recebe uma consultoria feita pela empresa para entender quais são suas necessidades. Posteriormente, quando o equipamento é entregue, é realizado um treinamento e acompanhamento para garantir um maior aproveitamento de sua utilização.

“Queremos fornecer soluções completas. E isso só ocorre quando nossa automação entra no processo do cliente, tornando-o mais seguro e eficiente. Quando toda a cadeia é automatizada, ela traz um ganho global maior que os pontuais”, completa Marcuci.

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