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Medicina 4.0: A tecnologia mudando a relação entre médico e paciente

Com foco em tecnologia, o painel “Medicina 4.0: A nova realidade da relação entre médico e paciente” apresentou a plataforma desenvolvida pela APM (Associação Paulista de Medicina), que vai possibilitar ao paciente decidir ou não se compartilhará seus dados de saúde com uma nuvem de informações.

“Os dados médicos do paciente pertencem a ele. Hoje eles são compartilhados horizontalmente, quando, por exemplo, ele troca de plano de saúde – uma operadora fornece os dados a outra. E isso será mantido na nossa plataforma por meio de um processo de anonimização”, explicou Antonio Carlos Endrigo, diretor de tecnologia de informação da APM.

De acordo com ele, o processo desenvolvido por um coletivo de empresas de tecnologia da informação funciona assim: ao chegar no hospital o paciente é questionado sobre a disponibilização dos seus dados de saúde. Se não autorizar, o processo se encerra nesse momento, com os dados fixos no hospital.

Já se aceitar, todas as informações será convertidas ao padrão internacional de informações médicas e posteriormente terão seus dados separados em dois: demográficos e clínicos. Essa ação vai gerar um ID do usuário vinculado a um token temporário de 30 minutos.

“Assim que o tempo acabar o vínculo desses dados é desfeito e só volta a existir durante um novo atendimento, sempre com o consentimento do paciente”, disse Endrigo, ressaltando tanto a praticidade quanto a importância de “catequizar” os profissionais da saúde quanto a segurança ao aderir a esse sistema.

Para isso, a APM está organizando o Global Summit Telemedicin & Digital Health, evento que acontecerá entre 4 e 6 de abril de 2019 no Transamerica Expo Center, em São Paulo, com o objetivo de explorar os melhores recursos mundiais da tecnologia aplicada ao setor.

A ExpoClínicas 2018 acontece no WTC São Paulo, em São Paulo, nos dias 14 e 15/09. Acompanhe a cobertura da TV Doutor.

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Faltou combinar com os médicos o uso de tecnologia?

No terceiro bate-papo do dia da ExpoClínicas 2018, “Faltou combinar com os médicos”, o tema foi quente. Estaria a adoção de tecnologias na medicina antenada com as necessidades dos médicos? Para responder essa pergunta o mediador do debate, o médico oncologista Felipe Roitberg, levantou a questão do uso de inteligência artificial dentro do setor.

“Quando falamos em inteligência artificial pressupomos inteligência humana. Por isso, precisamos que os profissionais entendam como ela ocorre dentro da máquina, como um algoritmo gera uma métrica de qualidade capaz de auxiliar o médico”, alertou Donizetti Louro, matemático e pesquisador especialista em tecnologias cognitivas.

Para Fabio Mattoso, líder de Watson Health, da IBM, a tecnologia não deve ser utilizada para substituir o médico, mas sim para melhorar a sua percepção diante de nuances, principalmente na área de medicina diagnóstica por meio de imagens.

“A máquina não deve decidir o diagnóstico, mas criar um alerta dizendo para que aquele ponto seja considerado”, sugeriu, reiterando a importância da inclusão de tecnologia na formação médica. “Um radiologista precisa entender como ocorre a captação de imagens. Sem isso o médico acaba usando o recurso como uma muleta”.

Outro problema levantado incluiu o excesso de soluções digitais desenvolvidas para o mercado médico sem questionamentos dos profissionais da área e ainda sem regulamentação por parte das agências competentes, como a Anvisa. “São ferramentas que trazem ao médico informação e velocidade, mas qual a qualidade disso?”, questionou Mattoso.

Nas palavras da médica Ana Cláudia Pinto, diretora de produtos digitais da Healthways Brasil, no final do processo o que deve prevalecer é a relação médico-paciente. “Vai haver mais informação para auxiliar o médico. Mas apesar de toda ciência e tecnologia, ainda falamos de relações humanas, de pessoas cujas decisões serão tomadas com base na confiança firmada por essas relações”, concluiu.

A ExpoClínicas 2018 acontece no WTC São Paulo, em São Paulo, nos dias 14 e 15/09. Acompanhe a cobertura da TV Doutor.

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A tecnologia da informação transformando a saúde no futuro

Com mais de 60 conferências e 8 debates, o programa do HIMSS@Hospitalar 2018, fórum global de tecnologia e inovações digitais para a saúde que ocorre dentro da Feira Hospitalar recebeu nesta quarta (23) o palestrante Michael Jackson, Chefe do Departamento de Saúde Pública da Amazon Web Services (AWS).

O executivo, que falou sobre transformações digitais em experiências de saúde, começou brincando com o próprio nome ao dizer que esperava não ter decepcionado ninguém – fazendo referência ao famoso cantor pop. Na sequência, fez referência aos três princípios do grupo Amazon: obsessão pelo cliente, criatividade e paciência.

“Nosso CEO, Jeff Bezos, atribui o sucesso das 14 empresas do grupo a essas três premissas. Buscamos soluções para nossos clientes, fazemos uso da criatividade para inventá-las e somos pacientes, pois olhamos para o futuro”, disse Jackson. “Nesse contexto, a Amazon Web Services surgiu em 2006 com a meta de aplicar o conhecimento desenvolvido pela Amazon fora de nossos negócios”.

No horizonte da companhia estava o serviço de saúde. E com ele, um enorme desafio: como melhorar a saúde por meio da tecnologia da informação (TI)? A resposta, de acordo com ele, está no conceito de computação em nuvem (“cloud computing”), que refere-se à utilização da memória e capacidade de armazenamento e cálculo de computadores e servidores interligados pela internet.

“Analisamos esse processo em três estágios: eHealth, que consiste na análise de todos esses dados, que já não podem mais ficar apenas no papel; Open Health, que é a maneira de compartilhar esses dados entre os agentes de saúde de forma segura; e Smart Health, estágio em que utilizamos a inteligência artificial para prever o que vai acontecer com base nessas informações”, explicou.

Jackson afirma que um dos grandes entraves da saúde pública está na separação dos diferentes agentes, algo que vai mudar assim que os dados sobre um mesmo indivíduo forem compartilhados por clínicas e hospitais com o único objetivo de ajudar as equipes médicas a tomar a melhor decisão para o paciente.

“Nos EUA, cada um dos 50 estados possui seu próprio serviço de saúde para os pobres (Medcaid). Só que nenhum deles trocava informações. Isso mudou com o surgimento do protected health information (PHI), conjunto de dados médicos sobre o indivíduo compartilhados de forma segura. Com isso, mais de 74 milhões de dados puderam ser analisados para melhorar o atendimento a essas pessoas”, contou Jackson.

De acordo com ele, a democratização desses dados é o futuro da saúde e vai gerar impactos positivos. Para tanto, é preciso refinar ainda mais o uso da inteligência artificial para avaliar essas informações. “Quando eu abro a homepage da Amazon o que vejo é diferente do que outra pessoa vê. E são muitos os fatores: meu histórico, local de acesso, aparelho que utilizo… Imagine como essa mesma premissa pode auxiliar na saúde?”

A Hospitalar 2018 acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, de 22 a 25/05. Acompanhe cobertura da TV Doutor clicando AQUI.

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Startup lounge aproxima inovadores e empresas de saúde

Criado pela Accenture, o startup lounge presente no Healthcare Innovation Show 2017, evento de tecnologia e inovação focado no mercado de saúde da América Latina, cumpriu seu papel de aproximar iniciativas inovadoras para empresas de renome.

O espaço, onde se apresentam doze startups selecionadas pela empresa global de consultoria de gestão, permitiu aos novos players mostrar projetos inovadores, como o da Minuto Saúde, que criou uma clínica popular com foco nas classes C e D, o do TagFit, que desenvolveu um aplicativo para tratamento de diabetes e o do Zenklub, que oferece mais de 100 psicólogos, coaches e terapeutas online.

“A ideia era possibilitar a essas startups, que não estão relacionadas à empresa, a oportunidade de se aproximar de seus possíveis clientes. Como estamos numa feira de inovação e saúde, nada mais justo que trazer novidades para os visitantes”, explicou Lilian Miranda, analista de marketing da Accenture na área de saúde.

Além disso, a própria empresa trouxe algumas de suas demos de inovação para o mercado de saúde, caso da solução para reabilitação de pessoas amputadas, transformando, com o uso da realidade virtual, exercícios de fisioterapia por meio da gamificação.

“Através da realidade aumentada ele tem a percepção de que está movendo o braço. usamos uma pulseira com oito eletrodos que captam o campo elétrico do membro humano, no caso o braço”, conta Rodrigo Suguiura, estagiário da Garagem, espaço dedicado ao desenvolvimento de ideias inovadoras da Accenture.

O foco são os jovens, que acabam podendo se divertir no que seria uma simples sessão de fisioterapia.

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Prontuário de anestesia: do papel para o tablet

Um dos stands que oferece inovação ao profissional de saúde durante o Healthcare Innovation Show 2017, evento de tecnologia e inovação focado no mercado da América Latina, chegou para preencher uma lacuna que afeta apenas um profissional: o anestesista.

Criado pelo anestesiologista Diogenes Silva, fundador e CEO da Anestech Innovation Rising, o prontuário anestésico digital AxReg promete auxiliar as avaliações dos centros cirúrgicos no país.

“Um dos melhores centros de rendimento de um hospital é o centro cirúrgico. Ele é responsável por cerca de 40% dos insumos hospitalares e até 70% da renovação de leitos. 52% dos pacientes, em média, de um hospital, são cirúrgicos”, diz Diogenes, citando dados da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).

De acordo com ele, é dentro desse espaço, que tem um rendimento “comparado a uma operação de guerra ou um controle de tráfego aéreo”, que o anestesista segue anotando dados em papel e caneta, pois o prontuário eletrônico ainda não chegou nesse profissional.

“Só existem dois dados de indicadores econômicos da Anahp em centros cirúrgicos: mortalidade cirurgica e número de cirurgias. Todo o resto que acontece no centro cirúrgico ninguém sabe. E lá dentro existe um profissional especializado computando dados que, no fim, não geram conhecimento”, aponta ele.

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Com foco nessa demanda ele desenvolveu um programa capaz de suprir tasi necessidades, possibilitando ao anestesiologista coletar seus dados num tablet e, posteriormente, integrá-los com os prontuários eletrônicos.

“Não existe prontuário médico tão completo, com dados fisiológicos tomados minuto a minuto, como o prontuário de anestesia. Em resumo: você fica internado uma semana no hospital e faz uma cirurgia de uma hora. O seu melhor prontuário é essa hora com o anestesista. Só que não está gerando conhecimento nenhum. Nem para a segurança do paciente, nem para a proteção legal dos envolvidos, pois é esse registro que vai para o juiz se for necessário”, alerta o empreendedor.

Com investimento do Hospital Albert Einstein, o projeto ficou pronto em 2017 e já está em 22 instituições, das quais cinco, entre elas a Santa Casa de Porto Alegre, são tidas como piolotos acompanhados de perto pela empresa.

“Os anestesistas adoram. Depois do terceiro registro no tablet, não voltam para o papel e caneta”, comemora Diogenes.

Simulador de parto é atração dos visitantes da Hospitalar

A empresa americana Gaumard lançou em 2016 nos EUA um simulador que com certeza vai auxiliar nas condutas médicas e treinamentos de futuros médicos e enfermeiros. Novidade no Brasil, o simulador fez sucesso na 24ª Hospitalar.

A Hospitalar Feira + Fórum 2017 acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, de 16 a 19/05. Acompanhe a cobertura da TV Doutor.

Tecnologia que ajuda na monitoração de pacientes

Durante a 24ª Hospitalar Feira + Forum a empresa alemã Dräger trouxe novidades para o setor hospitalar, dentre eles o sistema de monitores digitais que ajudam a melhorar atividades de gerenciamento, melhora a qualidade e tem ótima relação custo/benefício. Conheça também um aparelho de foco cirúrgico que permite que o cirurgião controle a intensidade de cor e angulação de diâmetro do campo de visão.

A Hospitalar Feira + Fórum 2017 acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, de 16 a 19/05. Acompanhe a cobertura da TV Doutor.

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